Estefânia Rosa lança seu projeto social

Famosa por suas incríveis belezas naturais, a praia de Cumbuco também é conhecida por ser um dos melhores pontos para a prática de kitesurf no mundo. A cerca de 30km de distância de Fortaleza, Cumbuco recebe turistas e esportistas do mundo inteiro para usufruir dos ventos que vêm do Atlântico. Apaixonada pelo esporte, Estefânia Rosa, decidiu criar uma escola de kitesurf que possibilitasse que as crianças da comunidade também pudessem aproveitar o privilégio de onde moram. O projeto deu tão certo que Estefânia decidiu se juntar com outras iniciativas locais para criar um projeto maior, onde pudesse também dar aulas de futebol, capoeira e dança. Assim nascia o “Bom de bola e criança na escola”.

12105827_10153180820562338_7084782426949249638_n

    “Foi com a ideia de juntar todo mundo e poder beneficiar mais crianças que o Bom de Bola surgiu”
Estefânia Rosa

Estefânia é atleta profissional de kitesurf e, baseada em sua própria história, acredita que o esporte pode trazer uma nova realidade para as crianças da região. “Ver tantas crianças com tanto talento precisando apenas de uma oportunidade para crescer foi o que mais me inspirou a criar o projeto. Foi assim comigo. Foi-me dada a oportunidade e eu fui além dos meus objetivos”. O Bom de Bola é a forma que ela encontrou para passar pra frente sua história e impactar positivamente mais e mais crianças. “Eu participei de vários projetos, hoje sou multiplicadora deles”, ela conta.

12063608_1211975258827903_3309887025834201447_n

    “É muito fácil perceber a mudança que o esporte traz na vida das pessoas. Esses projetos têm dado muita oportunidade especialmente para crianças que chegam achando-se incapazes de fazer as coisas e acabam se descobrindo e até mesmo nos surpreendendo.”
Estefânia Rosa

A atuação diversificada do Bom de Bola possibilita que os talentos das crianças sejam descobertos e trabalhados de formas diferentes para cada uma delas. Estefânia conta a história da Francielen, uma das participantes que durante as aulas, espontaneamente, começou a pegar os celulares disponíveis para tirar fotos das outras crianças. Atentos ao comportamento da aluna, os voluntários do projeto fizeram uma arrecadação e financiaram um curso de fotografia para ela. Dois anos e muitas fotos depois, Francielen hoje é a responsável por toda a parte de mídia e fotografia do projeto. “Ela é um dos exemplos de que muitas vezes os jovens fazem uma coisa, mas ao longo do caminho descobrem que têm vocação para outra. Isso gera um impacto muito bom para eles e para o projeto, que acaba agregando novas atividades e talentos.”

1463145_10203496725809359_7302801583712926113_n

A multiplicação dos talentos é uma das principais características do projeto, tanto em descobrir novas habilidades em seus participantes, quanto em impactar mais e mais pessoas. Estefânia faz questão de estruturar o projeto de tal forma que possibilite às crianças que crescem e se desenvolvem com ele, possam se tornar multiplicadoras em outras comunidades. “Quero trazer cada vez mais crianças, revelar mais talentos”.

0 respostas

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe um comentário