Downwind Kalangão 2015 do Ceará ao Piauí

Foram 360km pela água durante o período da kite trip

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Texto e fotos por Giselle Nuaz

O Kalangão 2015 chegou ao fim e deixou os participantes com um desejo de quero mais para a próxima edição. A maior kitetrip do Brasil começou na última terça-feira (15), no Cumbuco, e foi até Barra Grande, no Piauí.

Para percorrer os 360km pela água foram necessários 5 dias de velejos de até 5 horas cada. E finalmente, no último sábado (19), os quase 80 velejadores cruzaram a fronteira do Piauí e chegaram à praia de Barra Grande por volta das 17h.

A jornalista e velejadora Giselle Nuaz percorreu trechos por terra e pela água e conta como foi desbravar a Costa Oeste do Ceará até a chegada no Piauí:

Dia 1- Saída do Cumbuco

Na maré baixa, por volta do meio-dia, percorremos o trecho até a Praia de Lagoinha, com uma parada em Paracuru. Trecho flat a princípio, mas quando nos aproximamos do Porto do Pecém o mar ficou mais revolto e com boas ondas. Este é o melhor trecho para quem pratica kitewave, modalidade em que o praticante utiliza a prancha de surfe.

Dia 2- Saída da Praia de Lagoinha

Também na maré baixa percorremos um trecho com poucas ondas, mas uma grande quantidade de currais e pedras. Nos 75km até a Icaraí de Amontada a grande parte do trajeto foi assim: poucas ondas e muitas pedras. O vento já estava um pouco mais forte do que no primeiro trecho e a vida marinha começou a aparecer.

Dia 3- Icaraí de Amontada

Este pico é considerado hoje como um dos mais badalados para a prática de kitesurf no Ceará. Para quem nunca foi, irá se surpreender com a estrutura que esta pequena praia de Amontada oferece aos velejadores. A beleza natural de lá também é um atrativo peculiar. Saímos do Hotel Vila Mango quase 1h da tarde com o objetivo de chegar até a praia do Preá, ao lado de Jericoacoara. A quinta-feira (17) foi o dia mais longo, quase 100km pela água. O primeiro trecho, até a Ilha do Guajiru, é um flat surpreendente. Você navega mais de 2h por praias praticamente desertas. É você, o barulho do vento e da sua prancha cortando a água e os coqueiros, coqueiros e mais coqueiros. Da Ilha do Guajiru ao Preá fui por terra fazendo fotos, mas o atual campeão brasileiro Set Teixeira, que fez o percurso por água, disse que o caminho até o Preá é mais complicado por ter muitas bocas de rio e que a partir da Ilha o vento já fica bem mais forte.

Dia 4 – Até Camocim

O percurso da sexta-feira (18) foi mais curto, porém não menos cansativo. Da praia do Preá até Camocim foram só 50km, mas o vento neste trecho da costa atinge facilmente quase 40knots. Até a praia de Jericoacoara o mar é mais mexido. Passando de Jeri até Camocim o trecho é mais flat. O cuidado só tem que ser redobrado ao entrar para a Ilha do Amor, em Camocim, pois aí o vento fica bem rajado devido à vegetação. Chegamos com mais de 30knots e exaustos. Mas, ainda faltava os 60km finais.

Dia 5- Saída do Farol de Camocim

Pela tarde, na maré baixa, fizemos nossa primeira parada em Bitupitá, última praia cearense do Kalangão. Vento bem forte, porém mais fraco do que em Camocim. Depois da primeira parada foram mais 40 minutos de velejo até chegar à praia piauiense de Barra Grande. Neste último trecho, o mais complicado foi passar pelo Pontal das Almas, pois o mar é bem mexido e a ondulação não tem direção certa. Mas, chegar em Barra Grande foi só alegria. Aquela praia é um flat gigante e o vento na região é um sopro de Deus.

Confira a galeria de fotos por Elizeu Sousa:

 

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