A Circunavegação da Ilha de Florianópolis

Ilha de Santa Catarina – Floripa

Tudo começou quando eu estava no belo hotel Rancho do Peixe, no Ceará, e conheci um experiente velejador chamado Adrien Caradec, que produz um Hydrofoil nacional chamado OKES. Era uma semana de vento selvagem, daquelas que o vento bate 40 nós diariamente, na praia do Preá.

Velejamos juntos de hydrofoil algumas vezes, e o Adrien, morador de Florianópolis, comentou comigo que ele e um grupo de amigos queriam dar a volta na Ilha de Florianópolis de hydrofoil.

Achei  a idéia genial, e logo abri meu aplicativo de GPS para medir a distancia. Seriam 120 quilômetros, uma distância bem desafiadora, porém factível. Teria um contravento de aproximadamente 50 quilômetros, muito maior do que qualquer outro que eu já tinha feito.

Seria um excelente teste desse novo equipamento chamado Hydrofoil.

O máximo que eu já havia feito de Hydrofoil eram os mesmos exatos 120 quilômetros, porém à favor do vento (downwind), no ceará. Havia velejado do Preá até Barra Grande, no Piauí, e demorei praticamente o dia inteiro, chegando bem cansado.

Adicione a isso um longo contravento, será que era possível fazer em apenas um dia? Será que eu conseguiria um dia com horas de vento suficiente para isso? Afinal, o Sul não é o Nordeste.

O  Plano

Montei um plano inicial, que acabou sendo alterado diversas vezes. É interessante, quando estamos lidando com a natureza, devemos ter flexibilidade e jogo de cintura para se adaptar às condições.

Estamos no verão, portanto eu faria em um dia com vento Nordeste. Muita gente me aconselhou a fazer com vento sul, porque a ponta sul da ilha seria complicada com vento nordeste, visto que eh uma passagem muito estreita, com vento terral e montanhas altas. O vento sul é raro no verão.

Entretanto, eu preferia vento nordeste, em um belo dia de sol. Dizem que o vento sul na região sul é confiável, mas nada como os ventos alísios.

O plano inicial era fazer a circunavegação sem barco de apoio, contando somente com meu amigo cinegrafista Hugo Valente seguindo de carro em alguns pontos, e filmando o que conseguisse.

Eu levaria uma mochila com um kite extra e bomba. Usaria um kite 6 e um 9 metros, em um dia de vento bem forte, onde seria mais fácil negociar as sombras de vento da ponta sul.

Comentei com meu amigo Rafael Papa sobre a empreitada. O Papa é dono da Soulfilmes, a produtora que fez a série Downwind na Africa, onde fizemos uma aventura no leste do continente negro. Ele logo viu o potencial da aventura, e vendeu a idéia para o canal OFF.

Isso mudava tudo. Agora eu tinha mais recursos. Contactei o Adrien pedindo que ele me desse suporte com seu barco, para documentar a velejada, ele prontamente se animou com a idéia.

Primeira tentativa fracassada

Fui pra Floripa no fim de Janeiro, havia uma previsão razoável de vento nordeste, com alguma nebulosidade. Achei que estaria sol e vento, e parti para a Ilha da Magia. Contactei equipe de filmagem, Adrien, montei todo o circo para que acontecesse naquela semana.

Para minha angústia, a previsão não acertou. O tempo se deteriorou, começou uma daquelas chuvas do sul do Brasil que duram 10 dias. Vento era as vezes fraco, as vezes inexistente.

Após 5 dias de chuva, com a previsão bem ruim, desisti. Voltei para casa cabisbaixo. Enquanto isso, no Rio e Buzios fazia sol e ventava bastante. Dias lindos, e 20 nós todo dia. Eu só precisava de um diazinho daqueles, porém lá no sul!

E agora que tinha inventado esse documentário, havia um compromisso. Uma certa pressão de completar a missão, nunca havia imaginado que seria cobrado de fazer uma coisa dessas!

Baia Norte

A segunda tentativa

Após 3 semanas em casa monitorando a previsão, abriu uma janela de sol e vento. Eu estava preocupado, pois a temporada já estava acabando, por um momento achei que teria que arquivar o projeto até a primavera.

Parti para Floripa novamente, dessa vez confiante e focado, com “sangue nos olhos”, um guerreiro pronto para a batalha.

A previsão mostrava uma bela semana inteira de sol e vento nordeste moderado.

Pude observar por 2 dias o mesmo padrão de vento: ele começava a soprar por volta das 9:00, bem fraquinho, aumentava bastante a partir do meio dia, e acabava por volta das 18:00, com uma nuvem de chuva de verão vinda do interior.

Fiz as contas, baseado na matemática de velocidade e distancia de travessias passadas, eu necessitava de 8 horas de vento. A janela estava sendo de 9 horas. Estava bem justo.

Eu não poderia perder um minuto da janela de vento. Planejei, portanto, começar assim que o vento entrasse de manhã, e fazer primeiramente o vento em popa (downwind), onde pode-se navegar com o vento mais fraco. Começaria do norte da ilha, na Ponta da Daniela, e faria primeiramente todo o canal entre a ilha e o continente, com o vento me empurrando pelas costas.

Como assim manhã nublada?

Marcamos a investida para sábado, dia 8 de Fevereiro. Embarcamos com Adrien ao nascer do sol, na Lagoa da Conceição. E para minha surpresa e angústia, estava uma manhã bem nublada, com teto baixo.

Seria o prenúncio de mais uma tentativa fracassada?

Atravessamos para o mar na barra da lagoa, e navegamos por uma hora e meia até a Ponta da Daniela. Eu estava sério, angustiado com aquele tempo cinza e sem vento. Mais uma vez eu havia mobilizado uma equipe, e a natureza não colaborava.

Chegamos na Daniela um pouco antes das 9:00, e já tinha brisa fraca, apesar do tempo nublado. Pulei do barco, e montei o kite 12 na areia. As 9:20 eu decolei o kite, com o mínimo de vento possível, por volta de 8 knots, e me lancei naquele canal que era cinzento naquela manhã. Eu só pensava em avançar, e ganhar quilômetros.

Logo passei o forte de Ratones, que fica em uma pequena ilha muito verde. Seguindo sempre rumo ao sul, eu via a ponte a alguns quilômetros de distancia. Eu temia a ponte.

O vento começou a falhar. Maldição! Estava esperando ele aumentar, e ele diminuía. Tive que bombear o hydrofoill com a perna de trás para que ele não deixasse de voar, fazendo um movimento para cima e para baixo com a prancha. Caso contrário, o kite poderia cair na água, e não levantar mais. Aquela água já não era limpa, tinha cor marrom clara, e um leve mau cheiro. O ambiente em volta era bem urbano, tanto no continente como na ilha, haviam muitos prédios altos dos 2 lados.

Aguns dejetos agarraram no hydrofoil, tinha que parar e tirar o foil da agua limpa-lo. E assim segui lentamente, até finalmente chegar frente à temida ponte. E o vento era bem fraco.

Famosa Ponte Hercílio Luz

O Desafio da Ponte

Desde o primeiro momento em que pensei nessa missão, a ponte foi uma preocupação. Diversos velejadores me disseram que seria impossível passar velejando, devido ao fato da ponte ser baixa e do vento rotorizado, completamente maluco.

Sugeriram que eu passasse caminhando por uma das margens, e decolasse o kite do outro lado.

No dia anterior à travessia, fui até a ponte fazer um reconhecimento. Na verdade são 2 pontes. Uma está em obras, com diversas estruturas metálicas ao redor. Fiquei olhando aquele cenário meio sinistro, pensando em como passa-la. Realmente, a estrutura é baixa, se eu quisesse passar velejando por baixo, o melhor plano seria dar um kiteloop (rodar o kite em um eixo) por debaixo do meu obstáculo. Torci para que no dia estivesse com vento forte, seria mais fácil.

E no dia, como já disse antes, o vento estava bem fraco! Ao chegar diante do meu monstro particular, fiquei indo e vindo paralelo àquela estrutura sinistra, examinando, medindo e encarando. Era como um gol de futebol. Eu tinha que fazer o gol. Eu era a bola.

Tomei coragem, respirei, e fui. Quando o kite 12 metros estava quase tocando a ponte, dei o comando para rodar o kite, jogando-o para baixo. No entanto, o kite era bem grande, e o vento fraco, o que faz com que o kiteloop seja bem aberto, fazendo uma circunferência bem grande. O kite desceu, passou à minha frente, e na hora em que ele começou a subir, meu instinto agiu mais rápido que minha mente.

Eu achei que ao subir, o kite atingiria a estrutura. E o pior, o kite era emprestado do Adrien. Dei um comando com a outra mão, mandando o kite direto para água.

Dessa forma, fiquei sentado em minha prancha, flutuando naquele canal de navegação estreito. Enquanto isso, o kite, que também flutuava de cabeça para baixo, ia me puxando lentamente para o sul, em direção à outra ponte. Eu conseguia dar comandos leves no kite direcionando um pouco pra esquerda, um pouco pra direita, e assim consegui passar embaixo da outra ponte sem atingir nenhuma estrutura de concreto.

Enquanto isso, diversas lanchas passavam ao meu lado, sem acreditar naquela cena curiosa. Um maluco sentado na prancha sendo puxado por uma pipa na agua, tranquilamente.

Assim que atravessei a segunda ponte flutuando, era hora de levantar a pipa e seguir viagem. Não tinha tempo a perder. E ali, começou minha agonia. O vento era uma brisa que parecia diminuir (o fator psicológico é terrível), e a pipa parecia agarrada na água.

Por um momento, achei que ali era o fim da minha aventura. Seria mais um desfecho fatídico.

Gastei quase meia hora nessa luta, até que uma rajada fez com que o kite decolasse. Talvez esse tenha sido o momento mais feliz da travessia. Fui de body drag até a prancha, que já se encontrava meio longe. Saí velejando feliz da vida, urrando de alegria.

Nesse momento, as coisas pareciam que se encaixavam. O tempo abriu, e o vento aumentou. Eu comecei a andar bem rápido, o mar era bem liso. Eu estava na bahia sul. O cenário era indo, e eu me deliciava com aquela navegada. Passei o aeroporto, e logo depois, o Ribeirão da Ilha, onde eu tangenciei uma fazenda de ostras. Ao meu lado direto, o Cambirela, uma montanha de 1000 metros de altitude sorria pra mim. Eu já havia subido aquela montanha.

contravento

Contra-vento

A Ponta Sul da Ilha

Logo adiante, eu podia avistar a passagem estreita que seria minha saída para o mar aberto. É um ponto onde a ilha quase toca o continente, configurando um boqueirão de menos de um quilômetro de largura, e onde existe uma ilhota com um antigo forte português.

Ali era o ponto que mais tirava meu sono nos dias anteriores. A ponta da ilha que quase toca o continente é bem alta e montanhosa, e eu sabia que não conseguiria contornar aquela ponta sem me afastar bastante. Não seria hoje que eu conheceria a linda praia de Naufragados.

Alguns velejadores experientes me aconselharam a fazer a travessia em um dia de vento sul forte, porque seria mais fácil de vencer a ponta sul.

Mas eu acreditava que acharia o meu caminho.

Me aproximei pelo lado direito da passagem, e passei bem colado à ilhota do forte, mais próximo ao continente do que da ilha de Florianópolis. Ao contornar aquela ilhota, o meu caminho natural seria seguir para o leste, e depois para o norte.

Eu sabia que ali teria que aguçar meus instintos de leitura de vento. Pela textura da água, vi que havia uma sombra de vento gigantesca à minha frente. Dessa forma, dei um jybe pra direita, invertendo meu curso totalmente para o sul. Eu estava me afastando de meu objetivo, mas era o único caminho possível. Era um corredor de vento!

Segui por aquele corredor, quase tocando no costão rochoso no continente, já bem próximo à praia da pinheira. Ia rodando o kite para os 2 lados, dando kiteloops, de forma que eu conseguisse navegar reto a favor do vento, utilizando aquela curiosa estrada eólica de mão única.

Em determinado momento, achei que já poderia mudar o curso para o leste. Já havia me afastado bastante da ilha. Assim fiz, e logo me deparei de novo com outra região sem vento.

Para o sul, capitão! Dei um jybe salvador, voltando para o corredor de vento, e segui novamente rumo sul. Me afastava mais e mais do meu objetivo.

Mais adiante, outra tentativa de mudar o curso para o leste. Encontrei de novo uma região de vento falhado, mas consegui atravessa-la trabalhando bem o kite.

Praia Mole

Praia Mole

Enfim, o mar aberto

Assim que passei essa região, o vento ficou enfurecidamente forte para meu kite 12 metros. Eu estava finalmente em mar aberto, havia vencido todo o trecho entre a ilha e o continente. A  meta era chegar naquele ponto até o meio dia. Eu não tinha relógio, e segui encolhido como uma aranha sobre minha prancha, com o kite bem alto, quase me arrancando para os céus. Eu estava completamente “overpowered”. Naquele momento não conseguia avistar o barco do Adrien, e me concentrei em seguir adiante, me lançando em mar aberto.

Logo encostei em 3 ilhotas em frente ao Pântano do Sul, e o vento aumentava. É o arquipélago  das 3 irmãs. Foi quando subitamente avistei o barco do Adrien, com ele gesticulando, perguntando se eu não gostaria de trocar de kite por um menor.

E assim, ele montou o kite 9 metros a bordo, lançou a pipa na água, decolou, e se jogou no mar. Eu me aproximei dele, ejetei meu kite 12 metros, passei o leash para ele, que me passou de volta o kite 9 que pairava no ar. Foi uma operação eficiente, sem deixar nada a desejar às trocas de pneu da formula 1.

Assim que subi na prancha com o kite menor, vi que ainda assim estava “overpowered”. Porém, para minha surpresa, aquele kite veio com uma adorável barra de “race”, que tem um curso de depower muito maior do que uma barra normal. Em outras palavras, tinha uma capacidade maior de tirar pressão do kite.

Dessa forma, consegui espetar o foil com força na água, conseguindo um ângulo de orça formidável. Para o leitor leigo, eu conseguia navegar em um ângulo contra o vento bem fechado.

Ali começava meu longo contra vento. Seriam pelo menos entre 50 a 60 quilômetros contra o vento, até chegar na costa norte da ilha.

O mar havia engrossado bastante. Segui concentrado, vencendo a ponta da Lagoinha do leste, e logo cheguei na praia do Campeche. Ali, o barco encostou ao meu lado, me jogaram uma garrafa dagua, e me informaram que eram 13:00. Eu estava muito bem, estavam todos vibrando no barco, me incentivando. Naquele momento senti que todo o time estava torcendo pelo sucesso da expedição, o que me motivou ainda mais.

Sentia cansaço nas pernas, porém a vontade de seguir adiante era muito grande. Comuniquei à equipe que não pararia, e segui naquele zigue zague infinito, negociando com as ondas, levando o foil para cima e para baixo, de forma que nenhuma crista de onda atingisse a prancha, e as asas do foil não saíssem da água em algum vale entre 2 ondas.

Dei um bordo bem próximo à paradisíaca Ilha do Campeche, que estava lotada de barcos de turismo. Venci a longa praia da Joaquina, passo um costão e entro na enseada onde fica a praia Mole e Galheta. Meu deus, como era bonito o cenário! Aqueles costões rochosos, a vegetação verde maravilhosa, gramados, bromélias, tudo aquilo faz com que aquela região seja uma das mais bonitas do Brasil.

Após alguns bordos bem próximos à praia, mais um costão rochoso, e chego na infinita praia do Moçambique. Havia passado por ali de manhã cedo, de barco, a caminho da Ponta da Daniela, e ficara impressionado com o tamanho daquela praia, que talvez seja a mais longa de toda a ilha.

As condições eram ótimas, eu progredia com bastante eficiência naquele contravento.

No entanto, começava a sentir alguma exaustão nas pernas. Decidi parar, já quase no fim da longa praia do Moçambique, próximo ao canto conhecido com Canto das Aranhas. Ali comi alguns cerais, uma banana, bebi água, e gravamos uma breve entrevista.

Saco o meu aplicativo de GPS para avaliar a situação. Verifico que faltavam apenas 8 quilômetros para terminar o contravento, e após isso, eu tinha a costa norte da ilha, onde seria um bordo de 26 quilômetros, de través. Ali imaginei que seria bem rápido, pois não navegaria em zigue zague – seria uma longa linha reta, orçada no inicio, e arribada na segunda metade. Fiquei confiante, achei que a batalha já estava ganha.

final

Downwinds infinitos

Osso duro de roer

A realidade, no entanto, foi outra. Logo que passei a bela Ilha das Aranhas, chego na praia do Santinho, que seria o final do longo contravento. Ali, o vento fraquejou, e a forte corrente contra atrapalhava. Foi um longo zigue zague para vencer aquela praia, a cada bordo eu ganhava muito pouco litoral. Já não conseguia espetar o Hydrofoil com tanta força na água. Dava bordos para o fundo, e quando voltava na direção da terra, percebia que havia avançado pouco.

Fiquei nervoso ali. Se o vento caísse mais um pouco, me complicaria a vida. Imagine morrer na praia faltando tão pouco! Mas as forças da natureza estavam comigo nesse dia, e finalmente consigo vencer o danado costão do Santinho.

Entro na parte do través, onde o mar estava bem agitado, devido ao vento maral nos costões rochosos. As ondas batem nas rochas, e voltam para o fundo. Formam-se ondas vindas de todas as direções, tornando o mar mexido, e a navegação complicada.

Apesar disso, consigo imprimir boa velocidade. O problema maior ali foi o fato de navegar 26 quilômetros com os pés na mesma posição. Quando se navega a favor ou contra o vento, o percurso é em zigue zague, e alternamos a posição dos pés, cada hora com um pé na frente.

Naquela parte, com o vento de través (lateral em relação ao objetivo), eu ia todo o tempo com o pé direito na frente. Eu, que já estava muito cansado, começava a sentir a perna esquerda (que estava atrás) queimando. Vou me ajeitando, mudando de posição na prancha, para alternar os músculos utilizados.

Em determinado momento, passo a praia brava, e viro a Ponta das Canas, a esquina que eu mais esperava. Daquele ponto em diante, eu teria um ângulo mais folgado de navegação – mudaria o curso para um ângulo mais a favor do vento. Mesmo assim, minha perna traseira gritava. Não estava sendo fácil como eu havia imaginado. Avisto um pedaço de terra bem distante, e achei que seria a ponta final que eu deveria contornar. Nossa, como estava longe! Ao me aproximar, vi que era o continente, a península de Bombinhas. Avistei logo adiante o forte de São José da Ponta Grossa, e fui ao delírio! Eu havia completado a volta na Ilha de Santa Catarina!

Dali até a Ponta da Daniela foi um pulo. Haviam muitos banhistas na praia, joguei e matei o kite na água, caminhei e desabei na areia, emocionado. Havia feito a circunavegação da ilha em aproximadamente 7 horas e meia.

Para uns, pode parecer tolice, mas era um objetivo que eu almejava demais, há algum tempo. A primeira tentativa estava engasgada, e agora eu estava deitado naquela bela praia, em um fim de tarde lindo, com a missão cumprida, e devidamente documentada. Nunca havia ficado tanto tempo em cima de uma prancha, tinha parado apenas uma vez. Estava em êxtase, doidão de velejo, e encantado com tanta beleza. Me sentia como parte do mar. Subi no barco do Adrien, e toda equipe estava feliz, comemorando. Dali, foi mais uma hora e meia de volta à lagoa da conceição. O sorriso ficou estampado em meu rosto por um bom tempo.

Agradeço demais à equipe  de produção: Adrien Caradec e Cláudia Dodl, super generosos desde o início do projeto. Hugo Valente também foi peça chave, sua mulher Fabiana Silva, Evandro Flash, Lucas, e o gente fina Ale Pacheco (pai da Isa 🙂 ).

Escrevo essas palavras de um hotel em Hong Kong, a caminho das Filipinas, para mais uma aventura de kitesurf. Mais uma vez, me ajoelho e peço a mãe natureza que abra seus caminhos, e continue sendo generosa, obrigado por tudo!


Veja o vídeo completo dessa travessia em – https://globosatplay.globo.com/canal-off/v/6118495/

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